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Histórico do Curso
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Articulação entre Eixos e Atividades Pegagógicas
Diretrizes das Atividades Pedagógicas
Organização Curricular
Metodologia de Avaliação da Aprendizagem
Sistema de Acompanhamento e Avaliação PPPMed
Processos Avaliativos Nacionais e Internacionais
Membros do Colegiado
Corpo Docente
   Comissão de Acompanhamento    Docente e Discente
    Coord.: Profª. Vera Lúcia     Menezes da Silva
   Comissão de Educação    Permanente Docente
    Coord.: Profª. Maria Jose S.     Faria
   Comissão de Acompanhamento    Curricular
    Coord.: Profª. Lucia H. M.     Vargas
   Comissão de Avaliação
    Coord.: Prof. Maurício     Marchese

Oportunidade de Emprego


 

Sistema de Acompanhamento e Avaliação
do Projeto Político-Pedagógico


Entender o currículo como expressão do projeto pedagógico do curso, e o ensino-aprendizagem como um processo de construção do conhecimento, exige da instituição, do professor e do estudante, diferentes capacidades e competências. Neste contexto, a avaliação desempenha um papel fundamental e deve ser colocada a serviço da qualidade pedagógica do curso de graduação.

A avaliação deve buscar a melhoria das condições de ensino-aprendizagem e ser capaz de identificar as potencialidades e fragilidades do curso.

Deve ser um contínuo repensar sobre a formação, estimulando a mudança e a transformação, tendo como referência a excelência técnica e a relevância social do curso, bem como sua capacidade de dar respostas à sociedade.

O Curso de Medicina da UEL tem uma extensa trajetória avaliativa. Desde a implantação do currículo integrado, ocorrida em 1998, com a preocupação de acompanhar permanentemente seu desenvolvimento, foram criadas as comissões de apoio ao Colegiado:

1. Comissão de avaliação
2. Comissão de acompanhamento curricular
3. Comissão de capacitação docente
4. Comissão de apoio psicopedagógico discente e docente

Durante a implantação do currículo integrado, a Comissão de Avaliação desenvolveu diversos processos avaliativos envolvendo estudantes, docentes e coordenadores de módulos ou séries, utilizando-se de técnicas como a auto-avaliação, a avaliação inter-pares, a avaliação pelo professor, testes de progresso, entre outros:

• Avaliação do módulo (estudante e coordenador)
• Avaliação de palestras (estudante)
• Avaliação de problemas (tutor e estudante)
• Avaliação do tutor pelo estudante
• Teste de progresso
• Acompanhamento de retenção e evasão de estudantes

Estes instrumentos integram a avaliação do processo de ensino-aprendizagem e permitiram, embora de forma assistemática, o acompanhamento do currículo durante a formação da 1ª turma.

Os testes de progresso, realizados até 2003 sob a modalidade opcional, em virtude dos seus resultados e da compreensão sobre sua importância como indicador da qualidade do curso, passarão a ser obrigatórios. Além de orientarem o estudante em relação a seu desempenho
pessoal e sua progressão cognitiva através do curso, permitem à comissão de avaliação verificar a progressão da turma como um todo, ano a ano e comparativamente em relação às demais turmas e em relação ao desempenho de outras escolas médicas em exames de caráter geral realizados no país. Os questionamentos recebidos em alguns eventos científicos sobre a validade de seus resultados, já que a sua não obrigatoriedade resultava em
um caráter amostral aos seus participantes e que este, sem controle, poderia configurar uma amostra viciada (somente ao melhores alunos fariam o teste), fez com que se decidisse pela obrigatoriedade do mesmo a partir deste ano. Em função das dificuldades de organização e sistematização das informações, decorrentes da falta de integração das avaliações realizadas até então, e respaldados pelas diretrizes curriculares nacionais, onde estão previstos o acompanhamento e a avaliação do próprio curso, e não apenas do processo de ensino-aprendizagem, sentiu-se a necessidade de ampliação do modelo adotado, de forma a dar conta da avaliação do curso como um todo.

A partir de 2003, com base na experiência acumulada, implantou-se o Sistema Integrado de Avaliação do Curso de Medicina - SIAMed, cujos princípios encontram-se em consonância com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES, proposto pelo INEP/MEC. O novo modelo envolve todos os implicados no processo (estudantes, professores, gestores, técnicos, pesquisadores, instituição e sociedade), tendo como centro o cumprimento da finalidade essencial do curso que é a formação humana, não só no sentido técnico e profissional, mas também social, ético e político. É um processo democrático que exige participação e interação, e é constituído por ações articuladas e complementares, organizadas com intencionalidade essencialmente educativa, portanto, formativo e construtivo.

O novo modelo de avaliação engloba o conjunto das dimensões que compõem o curso (projeto político-pedagógico; desenvolvimento da abordagem pedagógica e processo de ensino-aprendizagem; desenvolvimento das práticas nos cenários de ensino-aprendizagem; desenvolvimento do corpo docente; desenvolvimento do corpo discente; desenvolvimento do corpo técnico-administrativo; infra-estrutura; desenvolvimento da gestão; e acompanhamento de ex-alunos) e possibilita a identificação das suas potencialidades e fragilidades na opinião dos diversos segmentos envolvidos.

Tem por objetivo avaliar o curso de medicina englobando aspectos pedagógicos, estruturais e administrativos, visando o estabelecimento de um plano de ação para o aprimoramento do curso. Com a ampliação do foco da avaliação, estão sendo ouvidos novos atores e introduzidos novos instrumentos de avaliação, somados aos instrumentos que já vinham sendo utilizados. A nova proposta é composta de três fases: Avaliação Interna, Avaliação Externa e Reavaliação.

• Avaliação Interna

Consiste no levantamento e organização dos dados quantitativos e qualitativos do Curso, com a participação efetiva das comunidades interna (estudantes, professores, gestores e funcionários) e externa local (profissionais da saúde, serviços de saúde, pacientes, lideranças comunitárias); o que resulta em um conjunto estruturado de informações, possibilitando a construção coletiva de um retrato fiel e atualizado do Curso. É constituída de
nove dimensões que representam o seu universo. Cada uma delas é composta por indicadores que, analisados a partir de três estágios possíveis de desenvolvimento (descritores do indicador), bem como à luz dos resultados dos demais instrumentos de avaliação já aplicados, resultarão na avaliação interna do Curso.

• Avaliação Externa

Representa um exame de fora para dentro da instituição. É complementar à Auto-avaliação e deve ser realizada a partir de sua consolidação junto à comunidade interna, ouvindo pares, egressos, lideranças, organizações e demais representações da sociedade organizada, sobre o conjunto de informações que representam a totalidade do Curso.Aqui estarão inclusos os demais Mecanismos de Avaliação e/ou controle, propostos pelos Governos Estadual e Federal, bem como de Programas de Fomento.

• Re-avaliação e Meta-avaliação

Retomada crítica do processo desenvolvido a partir dos resultados das avaliações interna e externa, com vistas às tomadas de decisões, em busca do aperfeiçoamento do Curso, através do desenvolvimento das seguintes etapas:

  Discussão dos processos internos e externos no âmbito da comunidade acadêmica;
  Reflexão sobre as potencialidades e as fragilidades do Curso, identificadas a partir dos processos avaliativos;
  Encaminhamento de propostas de mudança, tendo como pano de fundo o passado avaliado e o futuro projetado para o Curso;
  Reexame das práticas avaliativas e adequação do Sistema de Avaliação.

Durante o ano de 2003, foi possível realizar as ações previstas na Avaliação Interna que abrangem o levantamento e organização dos dados quantitativos e qualitativos do curso, com a participação da comunidade interna (estudantes, professores, gestores e funcionários).

Dando seqüência ao processo de avaliação, em 2004, pretende-se concluir e consolidar a Avaliação Interna, e, no início de 2005, as demais etapas previstas para a Avaliação Externa e para a Re-avaliação, completando assim o primeiro ciclo de avaliação do curso de medicina, que será desenvolvido de forma contínua e permanente.

Os resultados do SIAMed, bem como o acompanhamento sistemático da avaliação do processo de ensino-aprendizagem, serão objetos de discussão no Fórum do Curso de Medicina, evento realizado a cada dois anos, que conta com a participação efetiva de professores, estudantes e gestores. O Fórum, que se encontra em sua 6ª edição, foi criado com o objetivo de obter uma visão de conjunto da evolução do curso e da percepção de todos a respeito dos pontos falhos e dos pontos positivos, permitindo que o mesmo seja constantemente debatido e aperfeiçoado.

Assim como previsto no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES, em relação à Instituição como um todo, no SIAMed encontram-se presentes os mesmos objetivos em relação ao curso de medicina: conhecer suas fortalezas e seus problemas; tratar da adequação do seu trabalho em relação às demandas sociais; e identificar o grau de envolvimento e compromisso de seus professores, estudantes e servidores, sempre tendo como meta o seu aprimoramento.

A avaliação é um instrumento de compromisso de qualquer instituição de educação consciente de sua responsabilidade pública. Sendo realizada nesta perspectiva, permite correções de rota durante o percurso, abrangendo todos os aspectos que compõem o curso e, mais do que isso, permite dar respostas à sociedade.

No decorrer da implantação do currículo integrado, buscou-se construir um sistema de avaliação capaz de aprofundar os compromissos e responsabilidades sociais do curso. Trata-se, portanto de um processo formativo que produz relações sociais de conhecimento, compreensão e julgamento do curso e da instituição.

A avaliação neste contexto não se detém exclusivamente em seus produtos e resultados, mas é reconhecida e valorizada por sua rica contextualização, suas especificidades, e seus efeitos a médio e longo prazo, tornando-se necessária e indispensável; não somente contrapondo quantidade x qualidade, mas visando orientar a política universitária para um saber sobre si mesma e para a análise do significado de seu trabalho na sociedade, bem como a prestação de contas aos cidadãos.

Somente por meio de um processo avaliativo ético e responsável, o curso de medicina poderá fazer uma reflexão crítica e participativa sobre suas ações, conhecendo seu efetivo papel no engajamento com a comunidade, e sua real contribuição para o seu desenvolvimento. Daí a importância da avaliação como força transformadora, garantindo o caráter público da universidade, em busca de sua excelência técnica e relevância social.



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